Bem Vindos !

Bem Vindos tôdos(as) os que Amam a Lusitânia , tôdos(as) os que Amam Portugal e o Sêu significado profundo no que respeita ao Futuro da nossa querida Mãe Terra e da Sua Criação , incluindo a Humanidade .
Estejam á Vontade nesta humilde casa , aonde podem Descansar junto á Lareira do Coração , enquanto ouvem uma Música e lêem as Palavras reconfortantes de um Livro ... mas não esperem adormecimento , nem alienação , nem inconsciência , nem nada que nos afaste da Realidade ...
Esperem , talvez , o inesperado , e Tudo o que nos possa (re)conduzir de volta á Fonte ... encontrarão aqui Coisas de muitas proveniências .
Tôdas elas , sejam , Palavras , sejam Música , sejam Imagens , falarão de Dêus , o nosso querido Pai e Mãe , Filho e Espírito Santo ... opto por nomear segundo a Tradição Ocidental , que é a minha , em Especial , nêste Rectângulo ancestral que é Portugal , nêste Balcão que Mira o Atlântico profundo , aonde , Algures , no seu Fundo , a Atlântida aguarda Regressar ao Consciente da Humanidade ... não meçam o que aqui vêem/ouvem/sentem , por conceitos limitadôres , porque a Lusitânia da nossa Alma , não tem medida , a nossa querida Mãe do Céu e da Terra , não SE Limita .
Não nos limitêmos nós (cada um de nós) também ... Tudo é permitido , tôdas as palavras , opiniões , sentimentos , maneiras de vêr , serão permitidas , excepto aquelas que nos conduzam de volta á inconsciência .
Palavras de maledicência , de hipocrisia , de cinismo , de maldade , de intolerância , de fanatismo , de mentira , serão erradicadas deste local de Paz .
Tôdas as formas de expressão , religiosas/espirituais/filosóficas serão bem-vindas dêsde que venham do coração , movidas pêla Honestidade e pela Humildade do verdadeiro aprendiz .
Da Lusitânia , de Portugal , falarei/ falarêmos se assim o quiserem , da sua História , da sua Espiritualidade , dos seus Poetas/Profetas ,das Profecias , da sua imensa e íntima relação com o estabelecimento nesta Terra , das Novas Terras e dos Novos Céus prometidas pêlo Criadôr .

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28/03/2011

A Menina que Vôa !

Voar
Sei de uma rapariga que vôa. Chama-se Natsumi Hayashi, é fotógrafa e vive em Tóquio. Digo que ela vôa, por vêr as suas fotografias, de que gosto tanto. A bem dizêr não tenho outras provas. Mas nas suas fotografias, acreditem, ela está sempre a voar. E são muitas centenas de imagens, a horas diferentes, em lugares distantes. Onde quer que se faça vêr, Natsumi Hayashi levita, como se pudesse deslocar-se em vôo. Às vezes surge um registo por dia, no esplêndido diário, em forma de blogue, que ela mantém. Se quiserem ir espreitar, o enderêço é o seguinte: http://yowayowacamera.com/ . Quem lá fôr fica a sabêr que esta conversa é a sério e passará a conhecêr alguém que vôa.
Às vezes perguntam-me onde é que no mundo está a poesia. Acho que tôdos sabemos como o mundo pode sêr um lugar prosaico e violento, sem fulgôr nenhum, uma máquina de tortura para as questões do espírito, uma parede implacável que nos derruba. Mas não será apenas isso o mundo. E mêsmo quando êle se parece reduzir dolorosamente a isso, não podêmos esquecêr que todos os dias êle é salvo. A mim faz-me bem relêr o poêma que Jorge Luís Borges escrevêu sobre aquêles que salvam o mundo. Chama-se “Os justos”:
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«Um homem que cultiva o sêu jardim, como sugeria Voltaire.
O que agradece que na terra haja música.
O que descobre com prazêr uma etimologia.
Dois empregados que num café do Sur jogam um silencioso xadrez.
O ceramista que premedita uma côr e uma forma.
O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.
Uma mulher e um homem que lêem os tercêtos finais de um certo canto.
O que acaricia um animal adormecido.
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.
O que agradece que na terra haja Stevenson.
O que prefere que os outros tenham razão.
Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar  o mundo».

Foto

No sentido do poêma de Borges, eu não tenho dúvidas que as fotografias de Natsumi Hayashi estão a salvar o mundo. O primeiro juízo que se faz sobre elas é que são estranhas. Olhamos repetidamente para percebêr o que nelas acontece, como é que a situação que relatam foi produzida, essas coisas. É verdade, que se pode arrumar depressa o assunto dizendo: “está bem, é uma miúda aos pulos em contextos diversos de um quotidiano urbano, nada mais”. Porém, dizêr isso, anula o trabalho de restauração do mundo que está a sêr posto em prática. As imagens de Natsumi Hayashi documentam o sonho que todos têmos, pois como Ícaro, o herói grêgo, também nós aspiramos por sair do nosso labirinto. Ícaro experimentou sair com umas asas de cêra e pênas fabricadas por Dédalo, sêu pai. E nós? A história humana, a grande e a pequena história humana, não passa de um estaleiro imenso ao serviço da invenção de asas. Natsumi Hayashi como que nos ajuda a pedir: “O voo nosso de cada dia, nos dá hoje”. É uma oração necessária. Sim, é possível a cada um de nós erguêr-se do peso das coisas, transcendêr-se, perfurar a cápsula de penumbra e desânimo que se abate sôbre a vida, êlevar-se, recolocar-se perante a linha límpida do horizonte.

Foto


José Tolentino de  Mendonça
In Diário de Notícias (Madeira)
27.03.11

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