Bem Vindos !



A LUZ Da CITÂNIA

Bem Vindos tôdos(as) os que Amam a Lusitânia , tôdos(as) os que Amam Portugal. Estejam á Vontade nesta humilde casa , aonde podem Descansar junto á Lareira do Coração... Do que aqui poderão encontrar, nada vos levará ao sôno da Inconsciência, mas, tal como diz o Nosso Pôvo na sua Sabedoria Milenar, «Não se pode agradar a Grêgos e a Trioânos...». Assim, nem tôdos concordarão com o que aqui está Escrito, mas tudo o que é aqui Dito, foi ( e é) Vivido por mim, Muito embora tantas e tantas vêzes sentido,pensado e escrito por outros/as, outros/as com os/as quais me Identifico, no sentido essencial e mais vasto, porque Irmanados no Passado, no Presente e no Destino Luminôso de Portugal, O Pôrto-Do-Graal.
Poder-se-á Falar aqui de várias tradições espirituais, uma vez que Dêus é só UM, mas a minha, a Nossa Tradição, a de Portugal, é Cristã. Quando me refiro a Cristã, não me refiro a qualquer instituição religiosa organizada, mas á Vivência da Tradição Original Cristã,
Aquela que nos foi Legada por Cristo, o nosso Amado Senhôr. Uma Coisa é Certa: Aqui Amamos a Dêus, o nosso PAI Celestial , a Jesus Cristo, o Seu Filho Dilecto e o nosso Redentôr, á Sua Mãe, a Virgem Mãe Santíssima, e ao Seu Santo Espírito , o Verbo Criadôr,
Porque Êsse Foi( É) o Amôr e A Razão da Existência de Portugal, e o seu Destino Maior.
Nêste pequenino rinchão Rectangular Ancestral de Tamanho Mundial, nêste Balcão que Mira o Atlântico profundo, Portugal aguarda o Regresso da sua Mãe Ancestral, A Atlântida, á Luz da Vastidão do Luso Mar... Por isso mêsmo, não meçam o que aqui vêem, ou ouvem, ou sentem, limitando-vos ás Aparências... A Realidade por Detrás das Aparências, Quer Levar-nos para mais Longe e para Mais Alto...
E como, a Lusitânia da nossa Alma , não tem medida , a nossa querida Mãe do Céu e da Terra não SE Limita, também não existem limites Aqui na Luz da Citânia... o único Limite, se assim me posso expressar, é Ilimitado, Um Rumo Inalterado que nos leva de volta a Cristo. Cristo, não como um conceito vago, ou como religião limitativa, mas como o Verbo Encarnado , o Senhôr e Rey de Portugal e a Génese Espiritual e Existencial Desta Terra de Santa Maria. Santa Maria que É A Luz da Citânia, ou A Terra da LUZ Divina, onde A Mãe Celestial Estabeleceu o Seu Trôno Terreal.
Aqui Ela Está presente há muitos séculos, Algo que o nosso Primeiro Rey, Dom Afonso Henriques, Abençoado por Jesus Cristo na Batalha de Ourique(Abençoando Assim Portugal!), Reconheceu dêsde a primeira Hora da Nação.

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04/01/2015

Das Janeiras aos Reis !


Como as Janeiras e os Reis fazem parte Íntima das Festas de Natal da Nossa Tão Rica Tradição , não quiz deixar de assinalar estas tão Lindas Tradições de Portugal .




Dêsde a Nôite do Fim-de-Ano até ao dia 6 de Janeiro cantam-se as Janeiras em tôdo o nosso Querido Portugal  , com algumas diferenças de Norte a Sul e nas Ilhas , mas Essencialmente com o mêsmo Espírito Folião e Português .
Optei , êste ano , por partilhar um texto já escrito que emendei para Português e ao qual acrescentei imagens e canções , sôbre a tão Rica Tradição das Janeiras e dos Reis em Portugal , uma entre tantas Maravilhosas Tradições Portuguêsas , que se mantém , Graças-a-Dêus , bem vivas na alma dos Portuguêses .

Um Bom Cantar de Janeiras e Reis !





As Janeiras

Um Ano Novo entrou
As Janeiras vamos cantar
Pedindo a vossa bondade
De quem nos queira ajudar.

Janeiras, lindas Janeiras,
Senhores vimos cantar
Boas Festas e alegria
Vos queremos desejar.

Que todos os Mirenses
Tenham muitas felicidades
Presentes e ausentes
De todas as idades.

Senhores não demoreis
Que é muito frio o luar,
Vinde-nos dar as Janeiras
Que nós temos de caminhar.

Boas noites meus senhores
Até p'ró ano que vem
Alegria e paz em Deus
E na Virgem, Sua Mãe.



«
A Tradição de Cantar-as -Janeiras
Cantar-as-Janeiras  é uma tradição antiquíssima bem Portuguêsa. Ocorrem em Janeiro, no primeiro mês do ano, daí o seu nome. Este mês era o mês do deus Jano, o deus das portas e da entrada e porteiro dos céus.



Os Romanos ambicionavam que ele os protegesse e repelisse os maus espíritos e invocavam-no especialmente nas alturas de Janeiro. Então, o Imperador Caio Júlio César (13 de Julho, 100 a.C.–15 de Março, 44 a.C.) estabeleceu as datas limites deste mês e que o ano deveria começar nesta época.
 A partir desta altura tornou-se tradição os Romanos saudarem o início de um novo ano e aclamarem Jano com festejos, aproveitando também para se cumprimentarem uns aos outros, daí surgiu a tradição das "Janeiras". 


Foi esta tradição que o Catolicismo, não a conseguindo eliminar, adaptou-a acrescentando-lhe os Autos Pastoris que evocam a cena do Nascimento de Jesus e os episódios a Êle ligados:  Nossa Senhora e S. José; os Anjos Anunciadôres da Bôa Nova ; a vaca e o burrinho; os pastôres.


    A tradição é que vizinhos, amigos, familiares, normalmente jovens e daí alguns não tão jovens se agrupem e, na noite de Reis (6 de Janeiro), 



por vezes alastrando-se a outros dias do início do ano, andem pelas ruas da terra, cantando de porta-em-porta e desejem às pessoas um Próspero Ano Nôvo. 



 Habitualmente, alguns elementos tocam instrumentos normalmente tradicionais e folclóricos, como a pandeireta, os ferrinhos (triângulo), o tambor, a zabumba, o bombo, a flauta, a viola, o cavaquinho, o acordeão, mais raramente a gaita-de-foles, etc. As músicas utilizadas são tradicionais, embora a letra possa variar de terra para terra e também conforme o grupo. 



Préviamente, a música e a lêtra são estudadas, mas o grupo pode levar papeis para auxílio, nomeadamente o solista que cantará as quadras para além do refrão, enquanto que o coro o cantará. 




    Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos ofereçam as chamadas Janeiras: castanhas, nozes, alguns frutos, enchidos, vinho, dôces da Época Natalícia, etc. 


 No final do percurso, o grupo reúne-se e faz um convívio onde todos juntos comem aquilo que conseguiram, ou então, divide-se por todos e cada um segue o seu caminho.



    Nas aldeias mais pequenas era, e nalgumas ainda é, costume a divisão do grupo em grupos mais pequenos e como toda a gente se conhecia, em função dos moradores de determinada casa, eram escolhidas as quadras a cantar nesta.  » (http://bibliodrruydandrade.no.sapo.pt/curiosidadedomes/conteudos/janeiro2007.htm)

A Tradição do Dia-de-Reis, os Magos vindos do Oriente

 
A Tradição do Dia-de-Reis celebra-se a 6 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi nêste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto do Menino Jesus. Nalguns países é nêste dia que se entregam os presentes.
Os Três Reis Magos foram guiados por uma Estrêla a Belém, onde se encontrava Maria Santíssima com o Menino Jesus, recém-Nascido.



 O caminho percorrido foi longo, e demoraram cerca de dôze dias para chegarem ao seu Destino.
Partindo de sítios diferentes, cada um levou um presente cheio de significado:
O Gaspar partiu da Ásia, levando Incenso para protegêr o Salvadôr. O Incenso tem como significado Espiritual, a  Adoração a Dêus e a elevação Espiritual, e o seu arôma a isso nos inspira.Como Essência natural tinha também como finalidade espantar os insectos com o seu arôma espalhado pelo ar.

http://www.pravoslavie.ru/81604.html

Da Europa, chegou o Belchior. Como presente levou Oiro, presente este, que apenas era oferecido a Dêus. Ofereceu-o a Jesus como símbolo de Riquêza e Realêza.


https://www.youtube.com/watch?v=tSvLOvzQaf8

O Baltazar vinha de África, e levava a Mirra, que tinha como significado  espiritual, a capacidade de ligar A Terra ao Céu . É um óleo ou resina com propriedades medicinais, anti-bacterianas, portanto, de protecção, e que os egípcios utilizavam no embalsamamento de pessôas importantes.


http://www.johnsanidopoulos.com/2012/04/sanctification-of-holy-myrrh-in.html

A Lenda do Dia-de-Reis e a Nossa Tradição

Entre os Portuguêses, uma  das tradições do Dia-dos-Reis é também o Bôlo Rei. 
O Dia-de-Reis é o último dia da Epifania (o período que vai dêsde a Noite Santa da Natividade até à chegada dos Reis Magos a Belém) e comemora-se a 6 de Janeiro, não podendo faltar à mêsa nêste Dia o Tradicional Bôlo-Rei.
Neste dia comemora-se a chegada dos Três Reis Magos, Gaspar, Baltazar e Melchior que, seguindo a Estreêla de Belém, chegaram dos três cantos do Mundo: Europa, Ásia e África.



«É no dia 6 de Janeiro que se celebra a chegada dos Reis Magos a Belém, a fim de adorarem o Menino e oferecêrem-lhe os seus presentes: ouro, incenso e mirra.
Para estes Magos, o recém-nascido seria um dia o Rei do Mundo. Ora, um rei era o detentor de toda a vida humana e cósmica, o intermediário entre o Céu e a Terra. Por isso as suas ofertas atestavam o reconhecimento das suas funções: Real (ouro), Sacerdotal (incenso) e Profética (mirra).
Para homenagear estes Reis, alguém criou uma iguaria particularmente deliciosa: o Bolo-Rei.»
 
Segundo a lenda, quando os Reis Magos fôram visitar Jesus, tiveram uma discussão perto da gruta onde estava O Menino, para saber qual dêles seria o primeiro a oferecêr os Presentes.Um padeiro que por ali passava assistiu à conversa e propôs uma solução para o problêma, de maneira que os 3 ficassem  satisfeitos.
O artesão resolveu fazer um bolo e meter uma fava na massa. Depois de cozido, repartiu o bolo em três partes e aquele a quem saísse a fava seria o primeiro a oferecer os presentes ao Menino. Assim ficou conhecido pelo nome de bolo rei e, como tinha sido feito para escolher um rei, passou a usar-se como doce de Natal.
Dizem que a côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas simbolizam a mirra e o aroma, o incenso.
Em Portugal, a quem sair a Fava do Bôlo-Rei, deve pagar o bôlo no ano seguinte. Outra tradição é que, a quem sair a Fava, fica Rei ou Rainha por um dia.
Também parte desta Tradição Portuguêsa é o Cantar dos Reis.

Grupos de pessoas juntam-se e vão pelas portas Cantar os Reis que são canções tradicionais da Vida de Jesus e saudações à família e dônos-da-casa.
O canto é acompanhado(também como nas Janeiras) por instrumentos populares como: o reco – reco, os ferrinhos, o bombo, o acordeão e a viola.
Depois de cantarem, os dônos-da-casa, convidam os “reis” para entrar e oferecem-lhes comida e bebida . O Cantar de Reis começa no dia 5 de Janeiro e prolonga-se até ao dia 20.

Em certas regiões de Portugal, as pessôas oferecem Azeite Nôvo, símbolo de Perenidade e de Longevidade, de Paz e de Eternidade, para alimentar as Candeias da Igreja ou da Capela da sua terra, em homenagem às almas dos familiares que já morreram.


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