Bem Vindos !



A LUZ Da CITÂNIA

Bem Vindos tôdos(as) os que Amam a Lusitânia , tôdos(as) os que Amam Portugal. Estejam á Vontade nesta humilde casa , aonde podem Descansar junto á Lareira do Coração... Do que aqui poderão encontrar, nada vos levará ao sôno da Inconsciência, mas, tal como diz o Nosso Pôvo na sua Sabedoria Milenar, «Não se pode agradar a Grêgos e a Trioânos...». Assim, nem tôdos concordarão com o que aqui está Escrito, mas tudo o que é aqui Dito, foi ( e é) Vivido por mim, Muito embora tantas e tantas vêzes sentido,pensado e escrito por outros/as, outros/as com os/as quais me Identifico, no sentido essencial e mais vasto, porque Irmanados no Passado, no Presente e no Destino Luminôso de Portugal, O Pôrto-Do-Graal.
Poder-se-á Falar aqui de várias tradições espirituais, uma vez que Dêus é só UM, mas a minha, a Nossa Tradição, a de Portugal, é Cristã. Quando me refiro a Cristã, não me refiro a qualquer instituição religiosa organizada, mas á Vivência da Tradição Original Cristã,
Aquela que nos foi Legada por Cristo, o nosso Amado Senhôr. Uma Coisa é Certa: Aqui Amamos a Dêus, o nosso PAI Celestial , a Jesus Cristo, o Seu Filho Dilecto e o nosso Redentôr, á Sua Mãe, a Virgem Mãe Santíssima, e ao Seu Santo Espírito , o Verbo Criadôr,
Porque Êsse Foi( É) o Amôr e A Razão da Existência de Portugal, e o seu Destino Maior.
Nêste pequenino rinchão Rectangular Ancestral de Tamanho Mundial, nêste Balcão que Mira o Atlântico profundo, Portugal aguarda o Regresso da sua Mãe Ancestral, A Atlântida, á Luz da Vastidão do Luso Mar... Por isso mêsmo, não meçam o que aqui vêem, ou ouvem, ou sentem, limitando-vos ás Aparências... A Realidade por Detrás das Aparências, Quer Levar-nos para mais Longe e para Mais Alto...
E como, a Lusitânia da nossa Alma , não tem medida , a nossa querida Mãe do Céu e da Terra não SE Limita, também não existem limites Aqui na Luz da Citânia... o único Limite, se assim me posso expressar, é Ilimitado, Um Rumo Inalterado que nos leva de volta a Cristo. Cristo, não como um conceito vago, ou como religião limitativa, mas como o Verbo Encarnado , o Senhôr e Rey de Portugal e a Génese Espiritual e Existencial Desta Terra de Santa Maria. Santa Maria que É A Luz da Citânia, ou A Terra da LUZ Divina, onde A Mãe Celestial Estabeleceu o Seu Trôno Terreal.
Aqui Ela Está presente há muitos séculos, Algo que o nosso Primeiro Rey, Dom Afonso Henriques, Abençoado por Jesus Cristo na Batalha de Ourique(Abençoando Assim Portugal!), Reconheceu dêsde a primeira Hora da Nação.

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10/07/2011

Hôje , como Tôdos os Dias , É Dia do Senhôr !

 “Dêus é Amôr, e quem permanece no Sêu Amôr, permanece em Dêus, e Dêus nêle” (1 Jo 4:16).


Uma conversa com Dêus 
(texto original traduzido do brasileiro para o Português e profundamente 
alterado até á Sua essência ...)

Imaginêmos  o Pai-Nosso, transformado  numa  Conversa com Dêus ...

O Católico: Pai Nosso que Estais no Céu...

DÊUS: Sim? Estou aqui.

O Católico: Por favôr, não me Interrompas, pois estou a rezar!

DÊUS: Mas, chamaste-ME!

O Católico: Chamei? Eu não chamei ninguém. Estou apênas a rezar. Pai Nosso que Estais no Céu...

DÊUS: Voltaste a chamar-ME.

O Católico: Fiz o quê?

DÊUS: Chamaste-ME!...disseste: Pai-Nosso que estais no Céu.  Agora que Estou aqui ,  o que é que Posso fazêr por ti ?
A Transfiguração (Rafael)

O Católico: Mas eu não pedi para vires falar comigo !!!... estou apênas a rezar...
Rezo o Pai-Nosso tôdos os dias,e sinto-me bem com isso . Para mim é um devêr, e não fico bem enquanto não  terminar a oração...

DÊUS: Mas ,  como podes dizêr «  Pai-Nosso ...» , sem te lembrares que tôdos são têus irmãos ? Como podes dizêr « ... que Estais no Céu ... » , se não sabes que o Céu é a Paz, que o Céu é o Amôr
Infinito , que o Céu está dentro de ti e que o Reino dos Céus está Dentro de ti como está no têu próximo ?

O Católico: Realmente ,  ainda não tinha pensado nisso.

DÊUS: Mas, continua com a tua oração.

O Católico: Santificado seja o Vosso Nôme...

DÊUS: Espera aí! O que queres dizer com isso?

O Católico: Quero dizêr... quer dizêr, ahhmm ... sei lá o que significa. Como é que  posso sabêr? Faz parte da oração. É mêsmo assim !

DÊUS: Santificado , significa digno do mais Alto Respeito, que é Santo,que é  Sagrado.

O Católico: Ahh,  agora compreendo . Mas nunca tinha pensado no sentido dessa palavra ... SAN-TI-FI-CA-DO... « Venha a nós o Vosso Reino, e  seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como é no
Céu..."



DÊUS: Estás a falar a sério?

O Católico: Claro! A que propósito não falaria a sério ?

DÊUS: E o que é que  fazes para que isso aconteça?

O Católico: O que é que faço? Nada!... Faz parte da oração. Além disso,também  seria muito  bom que o Senhôr  controlasse  tudo o que acontece no Céu  e na Terra .

DÊUS: Tenho algum controle sobre ti?

O Católico: Bem, eu frequento a igreja!

DÊUS: Não foi isso que Eu perguntei... De que forma tratas os têus irmãos ? Qual é a maneira como gastas o têu dinheiro ?
Ou ,  todo aquêle  tempo que dás à televisão, porque é que não o dedicas também a Mim?

O Católico: Por favor Senhôr. Pára de me criticar!

DÊUS: Desculpa. Pensei que estavas a pedir para que fosse feita a Minha Vontade. Para que isso possa  acontecêr,  tem que sêr com tôdos os  que rezam, os que querem aceitar a Minha Vontade em
tôdas as Suas Manifestações ... o Frio, o Sol, a Chuva, enfim ,  a  Natureza,  a Humanidade ...


O Católico: É verdade , tens razão. Na verdade nunca aceitei a Tua Vontade, estou sempre a reclamar pelo que não tenho , e esquêço-me constantemente do que tenho realmente ,de tudo o que me Dás
em cada dia de Graça e , em especial a Vida que me Dás em cada segundo ...
Querido Pai tens Tôda a Razão ! Se Chove, é porque Chove e nunca mais vem o Sol ,  mas se o Sol brilha com muita intensidade é porque faz demasiado Calôr !...mas se está muito Frio , então já quero o Calôr de volta ... e se estou doente peço saúde,mas depois dou tudo por garantido e não quero sabêr de me tratar bem , nem do mêu côrpo , nem da minha alma ... enfim , nunca estou satisfeito com o que tenho , porque me esquêço que Tudo vem de Ti Senhôr , porque me esquêço de TE Amar Acima de Tôdas as Coisas ...

DÊUS: É óptimo que reconhêças  qual é , na verdade o têu problêma . Vamos trabalhar juntos, Eu e tu, e olha que vais passar , não só por  vitórias , como também por derrotas... mas sim ,   Gosto
dêsse têu nôvo início de Consciência .

O Católico: Bem ,   Senhôr, queria terminar agora... estou a demorar mais do que o costume ... « o Pão de cada dia dai-nos  hôje...»


DEUS: Espera aí ! Estás a pedir pão material ?!!!... mas nem só de pão vive o homem !...a Minha Palavra Santa é o Verdadeiro Pão ... Quando me pedires  pão, lembra-te sempre dos que não o têm ,
mas antes de mais nada  , Compreende uma coisa : Eu Sou o Pão da Vida ! Êu Dou-ME a vós , na Totalidade ! É a Minha Substância que Cria tudo o que existe , inclusivé o pão de que te alimentas
 todos os dias... agora Interessa-Me o que vais orar em seguida . Continua!

O Católico: « Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido» , ...

DÊUS: E tu? Perdôas de tôdo o coração a quem te ofende ? Aquêle têu irmão com quem estás muito zangado ... Já lhe perdoaste ?


O Católico: Senhôr, êle já me criticou várias vezes e não era verdade o que dizia. Agora não consigo perdoar-lhe. Preciso de me vingar.

DÊUS: Mas, e o têu Pai Nosso ? Atentaste bem no que ME pedes ? Pois bem , chamaste-ME ,  e agora que VIM têr contigo, Quero que saias desta oração transfigurado ... claro que  Aprecio a tua
honestidade ! Não julgues que não !... mas não é bom para ti , para o têu coração , carregares com o pêso dessa ira ,  não achas?

O Católico: Acho que me sentia melhor se me conseguisse vingar !

DÊUS: Nem penses !! O pêso que agora sentes seria a dobrar depois ... A vingança , é um pau de dois bicos ...satisfaz momentâneamente um instinto básico , mas fere mortalmente a alma de quem a
pratica ... Pensa na Tristêza imensa que ME causarias e imagina como te irias sentir ... Eu Posso transformar tôdo o têu ódio em Perdão , mas a Escôlha é Sempre tua .

O Católico: Podes? Mas como?

DEUS: Perdôa do fundo do têu coração a quem te ofendêu , mêsmo que agora não consigas considerá-lo têu irmão , e Eu dar-te-Ei o Mêu Perdão ! Qual é a contrapartida ?  A tua alma , o têu coração , o têu sêr , ficarão Leves como uma pêna, Agradecidos e com tal Liberdade como nunca  sentiste na tua vida .


O Católico: Mas Senhôr, eu não consigo perdoar-lhe!!!

DÊUS: Então , também não me podes pedir que ÊU te Perdoe ...

O CRISTÃO: Mais uma vez Tens Razão mêu Querido SenhÔr ! Mais do que querêr vingar-me, êu quero estar em Paz Contigo , Amado Senhôr ... Está bem, está bem ... êu Escôlho Perdoar do fundo do mêu coração a tôdos os que me têm ofendido  , mas Ajuda-me! Ensina-me em cada dia que me Dás , a Compreendêr a Tua Vontade para a minha vida e a estar sempre com o mêu coração cheio de Gratidão por TI .

DÊUS: O que ME pedes é maravilhôso e Estou muito Feliz contigo. E tu ? Como é que te sentes agora?

O CRISTÃO: Maravilhôso Senhôr ! Que Alegria e que levêza !... sinceramente, que maravilha de sentimento que preenche a minh'alma ! É tão bom estar Contigo , envolvido pela Tua Graça e o Têu Amôr mêu Querido Pai !!! Muito , muito , muito Obrigado !!!...

DÊUS: Vá , vá lá , desfruta dêsse Sentimento , mas , ainda não terminámos a tua oração ! Continuêmos ...

O CRISTÃO: «Não nos Deixeis cair em tentação, mas Libertai-nos de tôdo o  mal...»


DÊUS: Muito bem , Vou Concedêr-te tudo isso, mas nunca te esquêças do mais importante : São as tuas escôlhas que te colocam em bons , ou maus lençóis ! Não Sôu Êu ! Ninguém me pode apontar o
dêdo por absolutamente nada ... Dou a Tôdos e a Tôdas , sem excepção , os meios necessários para que sejam Felizes ... essa frase tão batida do "que mal é que êu fiz a Dêus , para que isto me acontêça" , não só não tem lógica nenhuma , como nada tem a vêr Comigo !
Ninguém ME faz mal , ou  pode fazêr mal ... ÊU não tenho em MIM a Vingança ... Sou um Pai de Amôr , Misericórdia e Perdão que Ajuda a quem se Ajuda...Dei-Vos um Bem impagável... a Escôlha !
E , não são vocês mêsmos , na vossa sociedade , por vós livremente escolhida , que se ufanam tanto da Livre escôlha ? Pois é ! Aí têm ! Fui ÊU que vos Dei essa Possibilidade de Escolherem o  vosso próprio caminho! Se escolherem Bem , receberão o Bem , mas o contrário também é verdade ...por isso , Escôlham sempre muito bem ...além disso ,  a Escôlha começa sempre dentro de vós , no vosso
coração e no vosso pensamento ... tenham sempre muito cuidado com o que sentem e com o que pensam ... o Mêu Filho Disse-vos : « Amai a Dêus Sôbre Tôdas as Coisas !» ou « Procurai em Primeiro Lugar o Reino dos Céus , e Tudo o Resto Virá por Acréscimo ! » ou « O Regresso á Casa do Pai do Filho Pródigo » ... são uma e a mêsma coisa .


Êste é o simples Segrêdo para que possam Escolhêr sempre O Bem , o que é Justo e o que é Verdade ... a partir daí , a vossa vida pode sêr uma verdadeira Felicidade ... mas se a vossa EscÔlha não fôr      « Amar a Dêus sôbre tôdas as Coisas » ou « Procurar o Reino dos Céus primeiro e tudo o resto virá por Acréscimo» ou « Regressar á Casa do Pai », então , amarão AS COISAS  acima de Dêus e procurarão OS ACRÉSCIMOS  em vez do  REINO dos CÉUS e andarão em terras estranhas , perdidos , pobres e a passar fome , em vez de estarem com o Vosso  Pai do Céu e viverem confortávelmente na Vossa Casa  ... Claro que assim , não é possível sentirem-se de bem convôsco nem Comigo  e a vossa vida será uma sequência interminável de "pecado e culpa" e "culpa e pecado " ... por isso Escolhe Sempre Bem aquilo que queres realmente, Dentro de ti ... se ME queres , se
queres Cumprir a Minha Vontade ( que não Imponho , que nunca Impuz ,e por isso mêsmo vos Dei sempre a Liberdade de escolhêr)  , então terás Sempre a Minha Protecção de tôdo o Mal e , por mais
 difícil que seja a situação , nenhum mal te acontecerá , por que ÊU te Protegerei... mas , duma forma mais simples : Não te coloques em situações onde possas ser tentado  a sair da Minha Companhia ... porque ,  lembra-te de algo muito importante : Nunca Sou ÊU que me  afasto de vós ! Vocês é que escolhem sair da Minha Beira Protectôra ... e depois claro , o Inimigo , logo que vos vê á deriva , sem protecção , ataca , e as coisas começam realmente a andar para trás ...


O CRISTÃO: O que Queres dizêr com isso?

DÊUS: Isso mêsmo que já te expliquei atrás ! O que é a Escôlha ...a tua Liberdade de Escolhêr, e , por isso mêsmo , a Responsabilidade que tens em tudo o que te acontece , ou não acontece , mas de forma
simplificada digo-te : -Deixa de andar na companhia de pessôas que te levam a participar em coisas sujas . Abandona a mentira ,a Inveja ,  a falsidade , o ódio e a maldade .
 Tudo isso te conduzirá  (se não invertêres as tuas Escolhas !) , mais tarde ou mais cêdo  , ao Abismo  .

O CRISTÃO: Não compreendo !

DÊUS: Claro que compreendes ! Já te  fizeste isso várias vezes. Entras no êrro , no "pecado", na "culpa"  e depois vens pedir-me perdão (pela milionésima vez e pelo mêsmo êrro e Êu , pela
milionésima vez te Perdoarei , mas só isso não chêga filho ...) e ajuda ... Concertêza que é com muito Amôr que te Ajudo e Perdôo , mas o têu problêma essencial , nunca fica resolvido ( a raiz do êrro
lá fica , no têu coração , e o jôio volta a crescêr ...)  , a não sêr que Escôlhas  sempre Agir de acôrdo com o Maior Bem : o têu e o de tôda a criação !

 Julgas que o que pensas , ou fazes, não MEXE com tudo em tôdo o planêta ? Estás muito enganado ... êsse foi o Podêr que te Dei , que advém da tua EscÔlha ... Nunca te esquêças de UMA COISA .
 O verdadeiro e único pecado , é NÃO ME AMAREM ACIMA DE TÔDAS AS COISAS  ...
Porquê ? A MIM , de uma certa forma , pela Minha Infinitude  , não ME faz diferença que não ME queiram Amar ... o mal é só vosso , que NÃO o Façam , porque dessa ausência do vosso AMÔR por MIM no vosso coração ,é que vem a influência do Inimigo na vossa vida ... é que ÊU , não posso Ajudar a quem não quer que ÊU o ajude , a quem não ME pede ajuda !!!

(Já viste a Armadilha em que o Inimigo vos meteu ?)

E não Posso porque Respeito acima de tudo , a vossa Liberdade de Escôlha ... mas , pensa bem , ao Fim e ao Cabo , há Tantas Razões , infinitas em bôa verdade , para que me queiram Amar !!!...
Se têm um coração Cheio de Amôr pelo vosso Pai Celestial  , nada mais pode vir e influenciar-vos , mas senão fôr êsse o caso , tudo o que é mau e negativo , pode vir e fazêr-vos mal ...


 mas CLARO QUE  VOS AMO E QUE AMO QUE ME AMEM !
Para MIM tôdos e cada um de vós são extrêmamente importantes ! Amo-vos e conhêço-vos profundamente um a um como a Palma da Minha Mão , e Quero que venham para junto de Mim , que estejam Comigo e que Regressem á vossa Verdadeira Casa !

O CRISTÃO: Senhôr, estou envergonhado!

DÊUS: Pois ,pois , ÊU  sei que sim ...  tu pedes-ME sempre ajuda, e é melhor(acredita),  muito melhor ,  pedires ajuda  do que nunca pedires! O real problêma , é que logo de seguida voltas a errar de nôvo, para mais uma vez vires "negociar" COMIGO !A verdade é que só é mau para ti ...

O CRISTÃO: Estou com muita vergônha, perdôa-me Senhôr!

DÊUS: Claro que te Perdôo ! Perdôo sempre , porque está na MInha Essência , o Perdão ,a Misericórdia  , mas claro que Fico muito mais  Feliz , quando ouço um filho Mêu e o Vejo seguir as
Palavras e os Exemplos do Mêu Santíssimo  Filho ... mas , muito simplesmente , sempre que  ME Chamares, lembra-te da nossa conversa e medita em cada Palavra do Pai-Nosso!

Vá , agora termina a tua Oração !

O CRISTÃO: Termino ?... ahh ,  Está bem. Aqui vai  « Amém ! »

DÊUS: Sabes o que é que  quer dizêr AMÉM ?



O CRISTÃO: Não , não sei  mêu Pai ... julgo que é apênas o fim da oração, não é  ?!

DEUS: Só deves pronunciar o AMÉM ,  quando aceitares do fundo do têu coração  tudo o que acabaste de afirmar no Pai-Nosso . Quando Aceitares a Minha Vontade que Se Expressa na oração do Pai-Nosso ,  o que implica realmente que realizes aquilo que o Mêu Filho Dilecto e Muito Amado vos disse : Amai a Dêus Sôbre Tôdas as Coisas !
 É um Assentimento profundo de que , perante a Minha Presença ( porque Estou Presente Sempre e em tôda a parte !) , Concordas plênamente com o que afirmaste e que o irás Cumprir na medida do
possível e com verdade .

Por isso mêsmo , AMÉM ,  quer dizêr: Que Assim Seja Feito ! E , de seguida , em Nôme do Pai , do Filho e do Espírito Santo !...

O Pai-Nosso é uma Promessa Sagrada que fazes ao têu Pai Celestial ! Nunca te esquêças !

O CRISTÃO: Querido e Amado Senhôr, muito obrigado por me ensinares o TÊU  Significado desta oração para TI !

DEUS: ÊU Âmo cada um e TÔDOS os Mêus filhos e filhas e tôda a MInha Criação com uma AMÔR Desvelado e Infinito , mas  Âmo ainda  mais  aquêles e aquelas  que se tornam Conscientes da Minha
Presença de Amôr e Consciência nas suas vidas ,dos  que ME Compreendem e Agem de acôrdo , Libertando-se assim e definitivamente , do círculo viciôso do "pecado e da culpa" e caminhando em
 verdade , na minha  Graça !

O CRISTÃO: Mais uma  vez e para sempre , muito Obrigado Querido  Senhôr! Estou muito feliz por SENTIR e SABÊR  no mêu coração , que me Âmas e que És o mêu Maior e Melhor AMigo !



06/07/2011

As Novas Descobertas de Portugal !


MISSÃO : ALARGAR PORTUGAL 

* Há uma espécie de propaganda com que se pode levantar o moral de uma nação - a construção ou renovação e a difusão consequente e multímoda de um grande mito nacional. De instinto, a humanidade odeia a verdade, porque sabe, com o mesmo instinto, que não há verdade, ou que a verdade é inatingível. O mundo conduz-se por mentiras; quem quiser despertá-lo ou conduzi-lo terá que mentir-lhe delirantemente, e fá-lo-á com tanto mais êxito quanto mais mentir a si mesmo e se compenetrar da verdade da mentira que criou. Temos, felizmente, o mito sebastianista, com raízes profundas no passado e na alma portuguesa. Nosso trabalho é pois mais fácil; não temos que criar um mito, senão que renová-lo. Comecemos por nos embebedar desse sonho, por o integrar em nós, por o incarnar. Feito isso, por cada um de nós independentemente e a sós consigo, o sonho se derramará sem esforço em tudo que dissermos ou escrevermos, e a atmosfera estará criada, em que todos os outros, como nós, o respirem. Então se dará na alma da nação o fenómeno imprevisível de onde nascerão as Novas Descobertas, a Criação do Mundo Novo, o Quinto Império. Terá regressado El-Rei D. Sebastião.*

Fernando Pessoa, in 'Resposta do Inquérito «Portugal, Vasto Império»'



Aqui está um Projecto Nacional de alcance Mundial  e que desconhecia por completo  até hoje (6/07/2011) :
Está já a sêr implementado há 6 anos , dêsde 2005 , e que incluo no conjunto das Novas Descobertas de que Fernando Pessôa já falava .





«
Portugal, ilhas incluídas, tem 92.083 quilómetros quadrados e uma ZEE de 1,6 milhões de quilómetros quadrados. Até agora, os dados científicos indicam que Portugal poderá alargar-se em cêrca de 240 mil quilómetros quadrados, em redor da ZEE do continente e da Madeira, diz Pinto de Abreu. Tirando os 4000 campos de futebol do Rainbow, os Açores ainda não entram nas contas, porque os levantamentos oceanográficos começaram agora. Está lá o navio Almirante Gago Coutinho e, em Setembro, seguirá o D. Carlos I. 


No cenário optimista, o fundo do mar português poderá alargar-se em 1,3 milhões de quilómetros quadrados — o que é 14,9 vezes a área de Portugal continental. O cenário mênos favorável é o dos 240 mil quilómetros quadrados já prospectados (2,6 vezes a área continental).

Agora, os cientistas correm contra o tempo, um esfôrço que custará, incluindo missões de navios, 15 milhões de euros. Até 13 de Maio de 2009, o processo de extensão da plataforma tem de estar concluído e toda a documentação tem de sêr entregue na Comissão de Limites da Plataforma Continental. Se as suas recomendações forem favoráveis, Portugal poderá então exercêr o acto de soberania que é fixar os limites do país. Que surprêsas reservarão essas novas parcelas às gerações actuais e futuras? Petróleo? Gás? Metais? Recursos genéticos, de fontes hidrotermais ou não?


“Há quem diga que a plataforma continental é o novo Tratado de Tordesilhas para Portugal, tal a vastidão da área que pode ficar sôb jurisdição nacional. Na União Europeia, Portugal já tem a maior ZEE. Com o alargamento da plataforma, passará a sêr dos países com maior jurisdição marítima do mundo”, diz o jurista Tiago Pitta e Cunha, que coordenou a estratégia portuguesa para os oceanos.


Quando se pergunta qual o significado do Rainbow, Pinto de Abreu sublinha: “É o reconhecimento da jurisdição nacional nessa área, sem sequer têrmos concluído o processo de extensão da plataforma.”

Açôres - ILha do Pico
O passo seguinte no Rainbow é gerir e regular a investigação e exploração dos recursos. Se os cientistas de outros países quiserem lá ir, têm de comunicar a Portugal. “É normal que partilhem parte do material recolhido”, diz Pinto de Abreu. “Quando há um limite traçado, há uma barreira que geralmente é respeitada.”
A incógnita, agora, é sabêr onde haverá mais bandeiras com as côres portuguesas no chão do Atlântico. »  (VIA)
Imaginem as potencialidades quase infinitas para Portugal dêste imenso teritório ?

« ...
Em A Nova Atlântida, Dalila Pereira da Costa escolhe Fernando Pessoa como o representante supremo desse espírito que conduz à redenção da pátria, a qual terá de edificar o Quinto Império do Espírito Santo, conforme o prenunciaram o Bandarra de Trancoso e o Padre António Vieira, no século XVII, na “hora” em que a Pátria do futuro estremecia, perante a prolongada dominação estrangeira. A Restauração da independência nacional, em 1640, era sobretudo, a chegada do “Desejado” para realizar Portugal. Porque, como diz Dalila Pereira da Costa «é o sagrado que justifica o profano»[5]
A terra portuguesa, terra dos povos dolménicos, de Cóniis e Lusitanos, onde se praticaram os grandes cultos solares da imortalidade, é, para Dalila, uma terra-mãe, qual deusa da fertilidade ou da Vida. A terra portuguesa é, igualmente, a pátria dos Atlantes que terão, nos tempos vindouros, de fazer ressurgir das águas, a sua Atlântida magnífica e perdida nas trevas do oceano ou nas catacumbas do pecado, e à espera do regresso à vida. É, neste contexto, que Portugal alcançará o seu sentido pleno: o sentido universalista que o messianismo já anunciava.   ... »(Teresa Ferrer Passos)




Mas , esta é apênas a 1ª fase da Missão Alargar Portugal . Portugal , para além dos estudos já concluídos pela  EMEPC – Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental , já entregou o Projecto Nacional à Comissão de Limites para a Extensão da Plataforma Continental (CLPC). A submissão de Portugal foi entregue a 11 de Maio de 2009, a Hariharan Pakshi Rajan, Secretário da CLPC, em representação do Secretário-Geral das Nações Unidas. No dia 13 de Abril de 2010, em Nova Iorque, foi realizada a primeira apresentação da submissão portuguesa à CLPC.
Prevê-se o desfecho do processo para 2016/2018 .


« ...  Portugal, essa terra a perder de vista frente ao Atlântico e a mirar ainda as ilhas dispersas e distantes. O seu «corpo», mutilado pela perda dessa terra imersa a entrar pelo oceano, a quem ofereceu o nome ou a quem ele baptizou, soberano e audaz, como se o mar fosse todo ele, fosse a eternidade, a abrir-se nas ondas de um sal redentor e a desfazer-se nas lágrimas da saudade, que é «Portugal a entristecer», por ainda não poder cumprir-se («falta cumprir-se Portugal», escreve Pessoa), e cumprindo a sua vocação missionária e aventurosa, conforme o espírito recebido dos distantes, mas nunca esquecidos, povos da cultura dolménica.  ...   »

 Mapa de Atlantis no Oceano Atlântico  , a Capital da Mítica Atlântida mêsmo no Local actual das Ilhas Encantadas dos Açores em frente da Platafroma Continental de Portugal

« ... 
FUNDO DO MAR PORTUGUÊS
O Projecto EMEPC
Documento que explica todo o projecto recorrendo a textos, imagens e esquemas animados.

Alargar Portugal
Filme com cerca de 10 minutos, em Full-HD, recorrendo a imagens reais e virtuais.

Modelo Virtual 3D
Saiba mais sobre proposta de Portugal para a extensão da plataforma continental visitando o fundo do Oceano Atlântico em 3D, em tempo real.

SRV-EPC WEB
Clique neste botão para aceder e explorar aos três conteúdos acima descritos. 
 ...   »


Vejam aqui êste Fabulôso Projecto de Portugal ! Aproveito para agradecêr a êstes Portuguêses fantásticos que levaram a cabo tamanha Tarefa com implicações imensas e altamente positivas para Portugal .
Uma Tarefa ao nível das Descobertas do Passado gloriôso de Portugal ,  numa Tarefa do Presente , única e reconhecida  mundialmente , enfim , uma Tarefa em prol de um Portugal Maior , não só geográfico , mas a todos os níveis : O Espiritual , o do Conhecimento , o da Cultura , o Humano  .
E agora só têmos que aguardar pelo desfecho , que auguro luminôso . Um  Grande Bem Hajam !

 «...  O que Portugal está a fazer é agarrar a oportunidade de conquistar a soberania de uma vasta área submarina no chamado mar de ninguém. À luz da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, os países costeiros podem apresentar propostas para reclamar a jurisdição para lá das 200 milhas náuticas, desde que sejam cumpridos determinados critérios de forma ou de natureza do fundo do mar. Mas essas propostas têm de estar devidamente fundamentadas.
O desenho da proposta, confidencial até dia 11, é o resultado de 4 anos de trabalho técnico e científico mar adentro.
Dois navios da marinha portuguesa, o D. Carlos e o Almirante Gago Coutinho, foram fundamentais na recolha de dados. Outro elemento fundamental foi o ROV (siga em inglês de veículo operado remotamente), o robô subaquático fabricado na Noruega, com capacidade para descer a 6 mil metros de profundidade, e adquirido pelo Estado português para ajudar na missão.
Longe do mediatismo que tem envolvido outras propostas, o projecto nacional tem-se mantido discreto. “”Eu penso que um bocadinho de interesse de todos pelo que está a ser feito, talvez permitisse motivar mais os jovens e motivar mais o cidadão comum para aquilo que é por todos reconhecido que é o Oceano”, entende Manuel Pinto de Abreu, responsável pela EMEPC.
Ninguém sabe como o País aproveitará a conquista de cerca de 2 milhões de quilómetros quadrados de solo e subsolo marinho. A única certeza é que, no fundo do mar, não faltam potencialidades de desenvolvimento económico e de criação de emprego.

___________________________________


Desde 2005, quando foi criada por resolução do Conselho de Ministros, a EMEPC – Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental realizou 5 campanhas oceanográficas, em busca de elementos que confirmassem uma continuidade da forma e da natureza do fundo marinho, relativamente às massas terrestres de Portugal continental e ilhas.  
...
Portugal possui as zonas marítimas de maior dimensão da União Europeia, cuja riqueza em biodiversidade e recursos não-vivos é assinalável. Este equipamento representa um avanço tecnológico e científico, essencial no quadro da missão de extensão da plataforma continental, sendo simultanemanete uma mais valia para o país, posicionando-o na linha da frente na investigação científica fundamental e aplicada do domínio oceânico profundo ao permitir o acesso a 99% dos fundos marinhos sob soberania portuguesa » VIA


 * E a nossa grande Raça partirá em busca de uma Índia nova, que não existe no espaço, em naus que são construídas «daquilo que os sônhos são feitos». E o sêu verdadeiro e suprêmo destino, de que a obra dos navegadôres foi o obscuro e carnal ante-arremêdo, realizar-se-á divinamente. *

(Profecia de Fernando Pessoa, extraída de A Nova Poesia Portuguesa no Seu Aspecto Psicológico, in A Águia, nº 12, II série.)

01/07/2011

A Vida Portuguêsa

 O nº 1 d' A Vida Portuguêsa publicado pela Renascença Portuguêsa
« Renascença Portuguesa foi um movimento cultural português surgido em 1912 no Porto que se manteve activo durante o primeiro quartel do século XX. O movimento tinha subjacente um ideal nacionalista ligado, no plano literário e filosófico, ao neo-garrettismo e a um sebastianismo quase messiânico . 
...

... Embora congregasse personalidades e tendências diferentes, o movimento tinha subjacente um ideal nacionalista e messiânico, profundamente radicado na tendência sebastiânica portuguesa da procura de uma regeneração nacional, sempre adiada, mas sempre presente em todos os períodos entendidos como de crise. Apesar da diversidade dos estilos e das ideologias, a Renascença Portuguesa conseguiu impor uma nova filosofia, caracterizada por dois elementos fundamentais: (1) a vida como movimento constante em que as transformações não podiam ser limitadas por qualquer tipo de preconceito, num mundo dinâmico onde tudo podia acontecer; e (2) a transformação do mundo devia começar por uma crítica a todo o tipo de preconceitos, valorizando o papel dos intelectuais porque estes tinham como objectivo transformar os pensamentos em acções. Consequente com estes princípios, a Renascença Portuguesa desenvolveu uma estética caracterizada por uma espécie de neo-romantismo, em que a criação deveria ser intuitiva, privilegiando os temas históricos ou populares e uma visão mística e animista da natureza. Esta visão da natureza era transfigurada na literatura e na arte recorrendo ao bucolismo, folclorismo e sentimentalismo, como formas de reencontrar a alma nacional perdida. Da combinação destes factores surge, ligado a Teixeira de Pascoaes, o saudosismo como movimento literário, essencialmente poético, atribuindo à saudade amplas dimensões e profundo significado, arvorando-a mesmo em princípio enformador dum ressurgimento pátrio.   ...  (http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascen%C3%A7a_Portuguesa)

...  Com sede no Porto e núcleos em Coimbra e Lisboa, a Renascença Portuguesa afirmou-se como um movimento nacional, mantendo como seu órgão principal A Águia, propriedade do grupo entre 1912 e 1932, ano em que a sua publicação cessou. A esta publicação juntou-se, durante alguns anos, o quinzenário A Vida Portuguesa e uma intensa actividade editorial que, em 1918, contava já com 120 volumes publicados, cobrindo temas de literatura, arte, ciência, filosofia e crítica social. Entre os autores editados contam-se Carlos Parreira, o visconde de Vila-Moura, Teixeira de Pascoaes, Mário Beirão, António Sérgio e Ezequiel de Campos. A partir de 1928, a revista Portucale prosseguiu o espírito de A Águia.


« ... Revista mensal de literatura, arte, ciência, filosofia e crítica social, importante órgão da Renascença Portuguesa. Publicou-se entre 1910 e 1932, sendo o seu período mais fecundo o de 1912-16 (a 2ª fase das quatro distintas que se podem distinguir, sob a tutela espiritual de Teixeira de Pascoaes, "seu vulto máximo e teorizador do saudosismo metafísico") ... (http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/j_g_ferreira/aguia.html)

A Vida Portuguesa e a Saudade

Quis falar de pequênas coisas que crescêram comigo e que julgava terem desaparecido .Felizmente não .No outro dia , ia de Sintra para Belas pela estrada antiga , no  início da descida antes de chegar á Quinta Wimmer e, qual não é o mêu espanto e contentamento , encontro a Fábrica Antiga do Chocolate Toddy  ...


Alegria , mas também alguma tristêza pelo abandôno a que está votada . Felizmente nem tudo é mau e descobri que , afinal , o Chocolate Toddy está vivo e recomenda-se . Que Bom !

A minha Lata de chocolate Toddy ...

São coisas que nos tocam e nos lembram a Inocência e Felicidade da Infância  .Mas esta feliz descoberta de pequênos Tesoiros , já tinha começado há uns 2 anos .Á medida que avançava mais coisas descobria , de tal modo que vou deixar aqui alguns locais onde se pode encontrar e comprar Tesoiros do antigamente , mas perfeitamente actuais e que hoje em dia estão a têr um enorme renascimento , inclusivé , a tornar-se elementos de luxo e de grande procura em países como por exemplo ,  os EUA . 
Gostaria de dizêr aos leitôres que , se abrirem os linques que vão encontrando , farão uma Visita de Maravilha  á Saudade e ao Encantamento , encontrando vários outras lojas mágicas , e daí , não sêr necessário aqui ,  uma mostra exaustiva dêstes Tesoiros que irão Descobrir ...


Podêmos começar por uma das Lojas minhas preferidas ,  A FEITORIA

« ...   Longe vai o tempo em que as feitorias serviam, além-mar como linha avançada de posto comercial do, então, império colonial português. 



Hoje, no virtual, os oceanos transpõem-se numa questão de segundos e o entreposto do mundo português toma a forma de uma loja online. O produto é contudo, bem palpável.


A Feitoria reúne no mesmo espaço virtual a filigrana minhota e a camisa típica da Nazaré, tal como outros produtos tradicionais portugueses. 


Numa pausa nas suas viagens de norte a sul do país, Alexandra Melo, mentora do projecto, arranjou tempo para falar com o Café Portugal. Contado na primeira pessoa, fica a filosofia de preço justo da loja e os périplos para conseguir parcerias comerciais. ...  (http://cafeportugal.net/pages/iniciativa_artigo.aspx?id=527)

Encontramos de seguida , outra baú de Tesouros , a AMATUDO ,


« ... conhecida pelo seu artesanato do passado e do presente, mas que também oferce uma pequena secção gourmet onde se encontram os licores mais conhecidos do país, com destaque para a ginja de Alcobaça.


... Aqui encontrará uma variedade de produtos nacionais, muitos deles interpretações contemporâneas de ícones tradicionais portugueses. 


Há também produtos gourmet como as garrafas de Ginja e doces, assim como os famosos sabonetes artesanais, e peças de artesanato urbano criadas por jovens artistas portugueses. ... (http://www.lisbonlux.com/magazine/a-gourmet-basket-from-lisbon/
)


E para terminar ,   A VIDA PORTUGUÊSA



« ... A Vida Portuguesa nasceu com a vontade de inventariar as marcas sobreviventes ao tempo, a intenção de revalorizar a qualidade da produção portuguesa manufacturada e o desejo de revelar Portugal de forma surpreendente.


Ao longo dos últimos anos pesquisámos, do norte ao sul de Portugal, produtos de criação e fabricação portuguesa. Que produtos são esses? São produtos que atravessaram gerações e nos tocam o coração. 


Fabricados desde há muito, mantiveram até aos dias de hoje as mesmas embalagens originais, bonitas, pueris. Devem a longevidade à sua qualidade, excelentíssima nalguns casos (e reconhecida no estrangeiro também). Com o tempo, o génio e o labor tornaram-nos perfeitos e essenciais.



São marcas registadas na memória e comercializam uma forma de viver. Relembram o quotidiano de uma época e revelam a alma de um país.



Estes produtos são nossos. Estes produtos somos nós.          (Catarina Portas)  »

15/06/2011

Por Portugal e Mais Nada !

Apesar de liberal e de não têr jurado fidelidade a D Miguel , a  Passos Manuel  nunca poderá negar-se o Amôr á Pátria   .Então , afirmou algo , que o celebrisou  :

 " A Rainha é o chefe da nação toda. E antes de eu ser de esquerda já era da Pátria. A Pátria é a minha política. "

Num tempo ,  em que se põe á frente da Pátria  , tudo e mais alguma coisa , convém Relembrar aos políticos ,assim como aos portuguêses esquecidos ,  sejam de esquêrda , do centro ou  de direita , qual deve sêr o foco .

O grande compositôr Português contemporâneo , Eurico Carrapatôso ,  tem vindo a maravilhar-nos , com algumas das mais belas composições  de sempre  , interpretadas internacionalmente  entre as quais , o Requiem á memória de Passos Manuel aqui apresentado .



12/06/2011

O Desejado

(Retrato de El Rey por  Vieira Lusitano)

O título só aparentemente é prosaico, pois dessa maneira o não queremos. Esperança, no sentido escatológico, emerge da raiz dos sentimentos mais nobres, e transcende, por exemplo, o anseio sobre as probabilidades de nas próximas semanas ou meses as leis do mercado ficarem mais favoráveis, ou de determinada figura poder vir a regenerar certo partido político ou meio social. Nestes anos iniciais e indecisos do século XXI, ao contrário das religiões (cada uma à sua maneira) que anunciam a Esperança num Salvador, o mundo profano, entendido como o meio onde só se pensa o lado material da vida, representado pelos grupos tecno-buro-plutocráticos, pelos governos orgulhosamente laicos (mas parece que nem tanto), não se atreve a pensar num Salvador. Já não dizemos um todo-poderoso, o que democraticamente soaria mal, mas pelo menos alguém de rara inteligência, que vindo na curva do destino sepultasse condignamente mediocridades e más-vontades.
Esta espécie de nihilismo da Esperança, que cresce como erva ruim no homem habituado a depender da conta bancária, nesse que se descentrou da sua verdadeira condição, não acontece apenas por sobranceirismo intelectual, mas por uma ignorância que a si mesmo já se não reconhece como tal.
Da Esperança como categoria escatológica, não pode haver semelhança ou mesmo analogia com qualquer outra, pois a primeira fundamenta-se na vinda de Alguém ou Algo que por fim justifique o sentimento de ânsia positiva a que chamamos Esperança; no segundo caso ela é apenas uma mezinha que, eficaz para um dado momento, logo se esfuma no efémero.
No que a palavra significa verdadeiramente é difícil encontrar semelhança entre a esperança de um político voraz ou de um religioso convicto e praticante, entre a de um cidadão laicizado e o compassivo e humilde servidor do próximo. Os tempos de modernidade, com aquilo que de bom (compensatório) têm trazido e muitas vezes não enxergamos, têm apagado a ideia de que uma ideologia não é uma filosofia ou doutrina, e uma religião ou credo espiritual não se regem por regulamentos ou constituições, necessários, mas que duram enquanto duram. Quando não há um Salvador (que é sempre um Desejado) não se acreditando num Ser enviado, não se admitindo a excepcionalidade individualizada (dada a tendência do actual ensino democrático nivelar “por baixo”, ou quem desponta encaixá-lo num grupo porque aí se esbaterá convenientemente), não havendo Esperança, em suma, o êxito de continuar, numa espera optimista, só pode vir ultrapassando e empurrando os outros – sejam países, associações, empresas e parceiros. É claro que o “salvador” só pode ser mais lucro!
É fulcral o contraste com um verdadeiro Salvador (Avatar) que as religiões apresentam – Aquele que por modos inefáveis, mas depois evidentes, constitui a Esperança salvífica, na medida em que há superação pessoal, aperfeiçoamento (alquimia) individual, polimento desde a pedra tosca ao diamante de luz. Superação pessoal e ajuda fraterna! Como é diferente da ideia (absurda) de um grupo económico ou partido político ajudar outros a crescerem, a minimizarem as suas dificuldades...
Não desconhecemos as interacções do ser humano nos vários sectores da vida actual, a verdade em tudo se cruza e entrecruza, mas queremos, para já, a utopia de que um dia as leis do mercado, quando o mercado for outro, sejam reflexo da ordem do Cosmos através da justeza (melhor que justiça), pelo número na divina proporção, conforme sabia Pitágoras. Um dia será Reino: num espaço e no tempo, mesmo que a isso chamemos outra dimensão. Cristo como Avatar da humanidade já disse que era possível. Mais: que seria um facto. O Salvador do mundo cristão, apresenta-nos contudo um ponto doutrinal único, e que assim remete a Esperança n´Ele para uma universalidade omniabrangente: é um Salvador que já veio e que regressará de novo. Entre estes dois marcos, eis o solo mais fértil para o germinar ou mais propriamente para o fortalecimento da Esperança, para uma sempre mais reverdecida Primavera da Humanidade.
Ao longo dos tempos, certos arquétipos religiosos, na roupagem dos mitos, vão-se estratificando psíquica e espiritualmente nas sociedades. É difícil encontrar uma nação que não tenha um salvador para os seus filhos. Quando as elites culturais (as únicas que podem estar vigilantes sobre o tónico espiritual para o seu povo) ou por não existirem ou por estarem impossibilitadas de algum modo, não podem alimentar esse mito salvador, a pátria entra na amargura, deixa de ter Esperança. Assim, é de admitir esta nuance de Esperança, interpondo-se entre a verdadeiramente escatológica e a outra, que não existe, no mundo dos negócios e das transações.
Esperança e Messianismo sempre de mãos dadas. Mas messianismos sem messias parece-nos absurdo. Só podemos entender a frase de André Neher «O Messias vem do Homem; é o que o homem dá a Deus» se esse mesmo homem viver em quotidiano religare, sendo uma espécie de circunferência que não ignora o seu centro. Parece que os i smos têm proliferado em boa parte derivados ao erro cometido.
O sentimento profético-salvífico, vindo do antigo judaísmo, enlaçado depois no cristianismo embora este de contornos diferentes, conhece, nos últimos dois séculos, certo declínio quando remete a esperança num salvador apenas dentro do homem. Dizemos certo declínio, porque este posicionamento é uma faca de dois gumes, e infelizmente o que mais tem cortado tem sido o que ganhou relevo no pressuposto de que a esperança e a acção procedem do ser humano transitório e não daquela chispa divina que nele habita, e muitos sabem ser real. É interessante observar que menos vezes aparece a palavra esperança nos textos bíblicos, comparativamente a uma outra - fé. Certo é que esta pressupõe aquela, mas o contrário pode não ser verdade. Tal como nos milenarismos do passado, perante a angústia da decepção, o sentimento de esperança era, muitas vezes, acompanhado do de revolta. Aí a interposição, digamos cultural, entre a palavra no autêntico sentido escatológico e a simples mezinha para melhorias de assuntos passageiros.
Ainda que o nosso Sampaio Bruno (1857-1915) acreditasse que a Esperança - personificada como é no Desejado - estaria no devir do próprio homem, do homem novo, o pensador português não ignorava o Salvador transcendente e, consequentemente, quanto mais não fosse o seu arquétipo a nortear a vida do homem-peregrino na Terra. Bruno utilizou bem a tal faca de dois gumes, e poderíamos dizer que o seu pão tem sido almejado por muitas gerações e até “multiplicado”, bem entendido, nas resultantes diversidades.
O problema fulcral da Esperança no contexto português viu-o lucidamente José Marinho (1904-1975), e chegado até nós na obra vinda recentemente a lume - Nova Interpretação do Sebastianismo e outros textos (Imprensa Nacional - Casa da Moeda). Não só nos diz que «a esperança é a virtude sebástica, por excelência» (pág. 36), como nos ilumina com esta ideia-chave - o mito sebástico é um colapso no tempo: «... Portugal, depois das descobertas e da aventura sebástica, saltou para fora do tempo (...) Aquele que vive até aos extremos limites do tempo e do espaço, não pode já caber no tempo e no espaço. Por isso nós dizemos que Portugal saltou fora do tempo» (pág 190). Na companhia de José Marinho, finalizamos com uma última citação: «E pois que a fé tem suas implícitas e explícitas concomitantes a esperança e a caridade, é o mito, é a lenda messiânica o sempre recomeçar da esperança e o restabelecer dos concretos laços fraternais que vinculam os homens». (pág. 137).
Também num admirável relance sintético, Pinharanda Gomes, em Dicionário de Filosofia Portuguesa (publicações D. Quixote, pág. 155), nos diz que: «o messianismo português é complexo e compósito, ininterrupto e persistente, apesar de eventuais quebras na sua filosofia através dos tempos. Se avaliarmos apenas pelo que se vê, concluiremos que a cristologia católica predomina sobre o messianismo hebraico e sobre o madismo muçulmano, mas não obsta ao surgimento de um messianismo que, embora radicado nas três tradições, se assume também em foros delas separados». Assim sendo, parece que o autor nos convida a viver esta tão heterodoxa Esperança portuguesa.
Vale a pena, para finalizar este artigo, uma referência ao livro recentemente editado pela Fundação Lusíada, Mapa Metafísico da Europa, do pintor e pensador Carlos Aurélio, obra de visão superior a mostrar que há outros modos de ver a Europa com mais Esperança, e menos cobiça económica. Para o autor existe uma geografia, simultaneamente da terra e do Homem deste nosso nosso continente que pode ser misticamente simbolizada um pouco além daquela figura conhecida como a Virgem Coroada de Heinrich Bünting, séc. XVI. No metafísico espaço europeu, útero de grandes culturas, da filosofia, do renascimento raiz da modernidade, ela tem um nome concreto e chama-se (hoje mais almejada do que nunca) Nossa Senhora da Esperança – radiosa e irradiante de Vila Viçosa, de Estremoz, de todo o Portugal, da Europa, do Mundo. «A Senhora é da Esperança ao modo da língua portuguesa antiga e popular ao designar a mulher quando grávida, esperando o filho: “está de esperanças”».
Fernando Pessoa disse que «a alma lusitana está grávida de divino». No referido livro de Carlos Aurélio sentimos que há uma Europa que também está metafisicamente grávida, e assim todo o mundo está “de esperanças”.
(in  «ESPERANÇA:
A escatológica e a que não existe nas finanças, na economia e na política» de Eduardo Aroso)

10/06/2011

Hoje , Também É Dia de Portugal !


 

“Quem nasce em Portugal é por Missão ou Castigo” - Profecia lapidar da Montanha de Sintra.

E a nossa grande Raça partirá em busca de uma Índia nova, que não existe no espaço, em naus que são construídas «daquilo que os sônhos são feitos». E o sêu verdadeiro e suprêmo destino, de que a obra dos navegadôres foi o obscuro e carnal ante-arremêdo, realizar-se-á divinamente.

(Profecia de Fernando Pessoa, extraída de A Nova Poesia Portuguesa no Seu Aspecto Psicológico, in A Águia, nº 12, II série.)


(O V Império)



 A VISÃO ESPECIAL de uma GRANDE PORTUGUÊSA ACÊRCA da VINDA do SENHÔR EL REY

«  
 
Homenagem a Portugal

(de Maria Ferreira da Silva)

em 09 Jun 2006
Evocando Luís de Camões por mais uma passagem do dia 10 de Junho, prestamos homenagem a Portugal com a Introdução do livro “O Avatāra” de Maria, obra dedicada a todos aqueles que pela sua realização espiritual, se vão tornando mais conscientes da responsabilidade universal que cabe a cada um, neste cantinho do mundo.
INTRODUÇÃO

Este livro é dedicado aos Discípulos
do Senhor Maitreya em Portugal e em
todo o mundo.

Este livro é uma narrativa sobre a descoberta dos excelsos e incomensuráveis mundos interiores no qual, gradualmente, readquiri a consciência divina, numa recriação de mim própria, aprofundando uma via de comunicação com os planos invisíveis, e aceitei ser transmissora das missivas de Avataras. Num todo de felicidade irrompeu a escrita inspirada para registo deste testemunho que o tempo não apagará. Muitas coisas fizeram parte deste percurso, num plano divinamente traçado pela Hierarquia Planetária em simultâneo com o Plano Divino de Portugal, para o nascimento de um Avatāra e futuramente do Senhor Maitreya no Tibete.

O Rei Menino
A descida de um Avatāra à Terra implica muito labor em dois níveis de actuação: o do mundo material e o do mundo espiritual. Requer a preparação das melhores condições possíveis materiais e físicas para a missão, que será feita por aqueles que do “outro lado” se prontificaram a colaborar, mas que por vezes, quando passam a viver no corpo físico na Terra se esquecem das suas ligações e obrigações cármicas e espirituais. Engloba também a preparação nos planos invisíveis da aproximação do Avatāra à esfera terrestre, preparando Ele próprio, com as entidades congéneres, os seres que virão a reincarnar futuramente, bem como a preparação através das Almas dos que, já reincarnados, serão o sustentáculo da Sua missão na Terra: pais, professores, amigos e inimigos e toda uma restante congregação de seres.

Nesta missão em que fui guiada pelos Mestres, tinha entre outras tarefas, a incumbência de chamar a atenção dos seres que colaborarão um dia com o Avatāra designado para nascer em Portugal. Alguns, renitentes, foram os espinhos da missão, para a qual, e por este motivo, tive de manter-me firme, convicta da minha pureza de intenções e de objectivos. Foi por isso necessário muito recolhimento, meditação e renúncia ao mundo, para entrar em estados espirituais que permitissem a comunicação com os Mestres e com Deus, sem interferências, a fim de melhor confiar em mim, com tranquila e calma aceitação. O caminho é tanto mais difícil, quanto mais se tem a noção duma missão.

Nos níveis ocultos há também outra congregação de seres actuando em simultâneo, visível e invisivelmente para dificultar a irradiação da Luz e a descida de um Avatāra que será a manifestação dessa Luz. É o eterno confronto da Luz com as Trevas. Eles manobram e tentam por todos os meios, desviar os seres do seu plano divino e arrastar as energias positivas para um sentido oposto àquele para que foram precipitadas e canalizadas.
Deus fez-me esta pergunta: “Se a humanidade não se desviasse do seu propósito, ou os seres do seu plano divino, como se justificaria a vinda de Messias ou Avatares?
Há pois duas causas: uma, é o impulso evolutivo que um Avatāra vem dar através de alguma iniciação colectiva e, como Poder manifestado, afectar a humanidade; outra, é a necessidade de reconduzir essa mesma humanidade ou povos, para uma atitude mais religiosa e pura de vida, pois aturdidos de tal forma na frivolidade material, descuidam as suas aspirações espirituais.

Quanto aos seres que têm por missão ajudar um Avatāra directamente, ou os que têm de preparar a Sua vinda, existe neles, como será evidente depreender, avançada evolução e fortes personalidades, dificultando até por essa razão o trabalho a realizar enquanto não atingirem a consciência mais nítida da missão, tanto no nível físico, como no nível espiritual. Já aconteceu, que seres, sendo mesmo Avataras, onde a Luz teria de manifestar-se conscientemente, encherem-se de orgulho, independência e liberdade, numa rebelião contra a missão que tinham, (pois sempre são espinhosas) e auto-convencerem-se de que têm livre arbítrio, usando-o abusiva ou incorrectamente.

Um ser quando já tem consciência da manifestação Divina, deixa a ilusão do livre arbítrio e só tem de preparar-se para cumprir o desígnio Divino, e já não tem vontade própria, condição ainda inerente àqueles que não têm consciência da sua divindade. Os que sabem quem são, só têm de aceitar a Vontade de Deus.
Os homens com o seu orgulho, independência e vaidade, abrem brechas que facilitam a entrada de influências vindas dos inimigos da Luz. Outros ligam-se a seres que por terem uma vibração menor e pouca evolução, facilmente os desviam do Plano ou Desígnio Divino, por vezes apresentando-se com intenções aparentemente nobres. Assim, para se trabalhar com os Mestres e Deus, e cumprir-se na totalidade a mCastelo de Tomarissão que compete, seja como suporte para a descida dum Avatāra, seja mesmo um Avatāra, é requerido um percurso espiritual intenso de meditação e afastamento da mediocridade do mundo, o que conduz ao despojamento dos escolhos da personalidade sendo o modo pelo qual se ouve a própria Alma e Deus. Temos de nos assemelhar na força a uma árvore que, no meio do deserto se prendeu firmemente à terra e que, mesmo abanada pela violência dos ventos, por nada será derrubada.

As forças do mal, todavia, são também necessárias à evolução a fim de que o homem faça um esforço contínuo sobre si mesmo, exercitando a inteligência para sobrepujá-las e prosseguir robustecido. Pelo seu lado elas também evoluem neste combate com as forças do bem e isto restabelece o equilíbrio universal e faz avançar a evolução. O mal existe para que o bem triunfe, e o mal, através do triunfo do bem, evolui. Um Avatāra vem sempre expor verdades espirituais, contudo vive incessantemente um drama, pois a humanidade afasta-se do seu propósito espiritual, ficando as mentes dos homens alheadas dessas linhas, acompanhando dificilmente um pensamento superior. Este drama transforma-se numa representação desempenhada no palco do mundo, sendo o Avatāra a figura principal entre as hostes de seres que o acompanham, (amigos e inimigos), que marca e regista historicamente a vida dum Avatāra.

Assim o objectivo deste livro é narrar um drama menor, numa antecipação e preparação para um drama maior, que marcará obviamente a vida espiritual e cultural de Portugal e que irradiará para o mundo a súmula da sabedoria realizada por Ele nesse momento da vida portuguesa e que, ao transpor as fronteiras, se tornará naturalmente sabedoria universal.
Este livro, feito a partir dos meus diários, abrange no tempo os anos de 1988 a 1993 e, no espaço para além de Portugal, a Inglaterra, Egipto, Índia, Nepal, Israel, Itália, Tibete, Tailândia, Madeira e Açores aonde viajei em missão espiritual.

Como já anunciei há alguns anos num pequeno livro intitulado “ Maitreya vem...” está a preparar-se um acontecimento de extrema importância que é a vinda do Senhor Maitreya (para os Cristãos é o Cristo), algures no tempo. Nesse livro conto, como tendo vivido casada e feliz vários anos, recebi inspirações espirituais que me indicavam ser necessário renunciar à família, ao mundo e ingressar num Mosteiro. Acabou por ser num Mosteiro Budista em Inglaterra, Amarāvati, onde aprofundei o desapego e a compreensão da ilusão do mundo e onde intensifiquei também a ligação com os Mestres, que por fim me deram uma missão para a qual tive de deixar também de ser monja e abandonar o Mosteiro, o que constitui agora a narrativa deste livro.

Quem são os Mestres, perguntarão?
Foram seres humanos que, pela sua alta evolução entraram já no Reino Espiritual, ou são grandes seres de outras evoluções ou origens que não a terrestre. Fazem parte de uma Hierarquia que liga a Divindade com a humanidade e procuram realizar o Plano Divino, inspirando os seres humanos. Por todos os povos têm passado ou surgido, e há narrativas por vezes extraordinárias dessas protecções e inspirações.
Os Mestres da Hierarquia Planetária, da qual a Ordem de Mariz é o ramo português, e com os quais trabalho são: o Mestre Jesus, que pela facilidade de ligação, ou afinidade refiro apenas como Mestre; Maitreya (1) ou Cristo, Aquele que se manifestou em Jesus na Palestina e que vem de novo; Mestre Morya; e Sanat Kumara, a quem chamam o “Rei do Mundo”. 


Tenho tentado alertar as pessoas para as realidades espirituais falando dos Mestres, do Plano Divino e da ligação da nossa História com o trabalho da Ordem de Mariz, a Ordem Espiritual invisível de Portugal. Afirmo pois a necessidade de consciencialização de que no momento actual esta mesma Ordem Espiritual está activa em Portugal, quer nos meios espirituais, quer nos meios culturais, ainda que insuspeitada. Porém, há ainda muito a fazer-se nesses campos e, se na nossa História a cultura esteve sempre muito ligada à religião, agora é a hora de dar mais atenção à espiritualidade. Por isto se entende uma ligação directa com os próprios Mestres e a Ordem de Mariz. Que a cultura dê as mãos à pura espiritualidade, que obviamente também ainda se encontra nos ensinamentos e ambientes religiosos e então teremos uma grande oportunidade de expandir a nossa cultura, de realizar outros “descobrimentos” e de servir de novo o Plano Divino.

(Ilustração de Raúl Lino no livro de Afonso Lopes Vieira «Bartolomêu do Mar»)
Para compreender-se a importância do momento actual, no qual se prepara por um lado, a vinda do Cristo ou Maitreya, por outro a do AvaMosteiro do Jerónimostāra nacional, convém saber que em Portugal têm reincarnado nas últimas décadas, muitos seres notáveis da nossa História, e que por dharma (2) ou karma (3), têm de continuar esta missão que vem sendo preparada há séculos. Posso mencionar alguns desses seres, conforme os tenho reconhecido ao longo destes anos. Aquêle que foi D.João I, tem feito um trabalho espiritual de ajuda a centenas ou milhares de pessoas. É um dos poucos seres que trabalha em grupo, com consciência de quem é, e da responsabilidade de ser membro da Ordem Espiritual Portuguesa. Também D.Duarte, filho de D.João I, inserido num grupo esotérico tem a consciência de quem foi e está a colaborar activamente, a seu nível com a Ordem de Mariz. Já o Infante Santo, assim como D.Afonso V, o Infante D.Pedro das Sete Partidas, D.João II, D.Afonso 1º Duque de Bragança, Infanta Santa Joana, etc, estão a trabalhar a sós ainda que se conheçam.

São seres de grande envergadura espiritual e trabalham com afinco na elevação espiritual dos portugueses, preparando-os para aceitarem e aspirarem à vinda de Cristo-Maitreya, de modo a que o campo astral e mental português e mundial possa melhorar e permitir a descida desse grande Ser e o êxito da Sua missão.
Há muitos portugueses com responsabilidades diversas que foram no passado Cavaleiros Templários, bem como da Ordem de Cristo e de Aviz. Há já algum tempo que a Ordem de Mariz dizia, estarem em Portugal os seus membros trabalhando a diferentes níveis. Hoje que os conheço verifico a veracidade de tal informação. E porque se juntam de novo tantos seres neste momento? Porque assim como em alguns momentos cruciais da História, eles se encontraram ligados entre si, pelos mesmos ideais e lutas e pela ligação espiritual à Ordem de Mariz, assim também hoje é uma hora importante de cooperação, pois as condições kármicas ou evolutivas de Portugal requerem a descida de energias mais elevadas trazidas por esses seres, para um evento tão importante como é, a descida de Avataras.

Portugal, por todo o seu passado histórico ou cultural, reuniu incansavelmente as condições favoráveis para tal evento. Não é um privilégio, mas sim o fruto de grande trabalho, diverso e muitas vezes até inconsciente. As diferenças dos níveis de consciência de trabalho resumem-se no seguinte: os que trabalham em grupos recebem as directrizes da Ordem de Mariz, através de intermediários; e os mais avançados por intuições, e podendo ou não ter consciência da proveniência das instruções, os isolados ou independentes, e não são muitos, recebem conscientemente as instruções da Ordem a até directamente do Senhor Maitreya, ou de outros Mestres seus colaboradores.

Ao ser um destes, tento agora com este livro feito de diários, ajudar os que se sentem preparados para estarem sós a compreenderem quanto é necessária a renúncia a nós próprios a aos outros para o Serviço dos Mestres, bem como os nossos karmas ou estados evolutivos podem ser acelerados quando a máxima aspiração brota e flui da nossa Alma. Os Mestres são exigentes e precisamos de nos temperar com a ousadia da auto-abnegação, não esperando recompensa. Precisamos de encher o nosso coração com a compreensão do Princípio e do Eterno e então a felicidade do Amor dos Mestres e de Deus, virá gradual e despercebidamente, como o crescimento das sementes e das flores.

Só então depois de despida a veste da personalidade, sem apegos e sem desejos egoístas, é que nos iremos juntar, e tanto pode ser nos planos visíveis, como invisíveis, trabalhando a um nível superior de consciência, directamente com Maitreya, inseridos num grupo especial de discípulos, os Iniciados. Temos então a consciência e a responsabilidade para O receber, ou para prepararmos intensamente o campo de forças necessário à Sua vinda, quer agora, ou mais tarde. O que interessa como Serviço é esta preparação energética, quer sejamos nós a recebê-LO, quer sejam outros futuramente.

(Gravura de Ana Paula Roque)
Nota (1) - Maitreya, nome que vem do adjectivo sânscrito, “Maitri”, Compassivo e que é atribuído ao próximo iluminado divino ou Buddha. Corresponde ao Cristo, esperado na Sua segunda vinda pelos ocidentais, ou a outros seres das profecias de outras religiões.
(2) - Karma, palavra sânscrita, significativa da Lei de causa e efeito, “o que semeias, colhes”. É o resultado das nossas acções levadas a cabo em existências anteriores e nesta vida. Assim a nossa posição actual depende do karma. Os Upanisads, um dos conjuntos mais sagrados de textos da Índia, dizem: “Consoante a acção levada a efeito pelo homem, assim será a sua existência futura”.
(3) - Dharma- esta palavra sânscrita, significa lei, dever, missão própria de cada ser. Dharma e karma não são dissociados, um faz parte do outro, o que vai sendo construído de positivo em vidas sucessivas, acumula bom karma e é esse bem adquirido que se transforma em norma ou conduta prescrita.
(4) - Avatar- em sânscrito: Avatāra. Manifestação divina na Terra, incarnação total ou parcial num ser. Na religião Hindu, Krisna e Rāma são os mais conhecidos. No Ocidente, Jesus foi um “Avatāra”.
(® http://www.fundacaomaitreya.com)



03/06/2011

Um Sêr Humano e Português Extraordinários -João Antunes, O Padre Bôi de Condeixa-a-Nova

Hoje senti vontade de vos falar do Padre João Antunes . Na História extraordinária de Portugal , sempre houve , Grandes Heróis e Personagens Fantásticos .Uns imortalmente conhecidos , e outros , Sêres Humanos e Portuguêses fantásticos , desconhecidos da grande maioria do Pôvo . O padre João Antunes é um dêles .Não vos vou maçar com as minhas palavras .Deixo-vos com palavras sabedôras .



"Eis o Padre-Boi, sua alcunha. Comilão émulo de D. Carlos. Eu parava na rua, deslumbrado e estarrecido, para lhe admirar o porte e lhe beber as famas. Financiava do seu desgorvenado bolso uma Escola de Artes e Ofícios; com mestres de quilates; morreu sem um lençol na cama. Mas entretanto a vila multiplicara-se em pintores de Domingo, Marceneiros-artistas, Ferreiros, Compositores Populares."
 (Fernando Namora)


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"João Augusto Antunes nasceu em Coimbra, em 15 de Novembro de 1863, filho legítimo de Luís Antunes, criado de servir, e de Teresa de Jesus, ambos naturais de Semide, Miranda do Corvo. Foi baptizado a 30 do mesmo mês, na igreja de S. Bartolomeu.
De criado de servir, Luís Antunes transformou-se num abastado talhante da Lusa Antenas, onde adquiriu casa na Rua da Ilha e terrenos, parte dos quais actualmente ocupados pelo edifício do Hotel Avenida e pelo parque Dr. Manuel Braga.
A razoável abastança de Luís Antunes permitiu-lhe dar ao filho uma formação superior.
Licenciou-se em Teologia e Direito.
Dr. João Augusto Antunes inicia a sua actividade profissional como conservador do Registo Predial de Condeixa.
... Ele era corpulento e já se afirma que tinha o tamanho de uma torre, tinha o seu fraco por mulheres (diz-se que teria pelo menos 35 filhos provenientes de várias mulheres), comprovados conhecem-se-lhe 13 filhos de 5 mulheres diferentes, tinha o seu fraco por mulheres e propala-se que deixou filhos por tudo quanto era sítio, adorava mesa farta e não falta quem jure que a alcunha de "Padre-Boi" lhe adveio de ter ganho a aposta de comer num jantar um boi inteiro ...
Faleceu em 26 de Agosto de 1931, estando sepultado no cemitério de Condeixa". »
(in Dr João Antunes , o Padre Bôi  de  M. Rodrigues dos Santos-Edição da C M  de Condeixa)
« Dr. João Antunes - "Padre-Boi"
O perfil da personalidade mais carismática da história de Condeixa traça-se entre a figura extraordinária de cabeleira leonina, porte hercúleo e de veio erudito e a proximidade natural e afável com a arraia-miúda. Entre a bonomia, a alegria contagiante, a gargalhada sempre pronta e tonitruante e a luta afincada e nem sempre risonha pela prosperidade cultural e material da terra. Entre uma generosidade sem limites, a que não estorvava a míngua de recursos e a riqueza do exemplo e do legado deixados. Entre o homem e a obra.
João Augusto Antunes nasce em Coimbra, em 1863. O relativo desafogo económico dos pais possibilitou-lhe uma formação superior: conclui o curso de Teologia, obtém ordenação sacerdotal e prossegue estudos na faculdade de Direito. Vem para Condeixa, na qualidade de Conservador do Registo Predial, e exerce funções religiosas enquanto coadjutor do pároco da vila e capelão da casa Ramalho.
Detentor de uma cultura excepcional, dedicado à pintura e, acima de tudo, musicólogo de reconhecido mérito, converteu operários e trabalhadores rurais da terra em cantores-corais, constituindo o primeiro orfeão popular do país. A primeira audição do assim designado Orfeão dos Trabalhadores e Artistas de Condeixa teve lugar na Igreja-Matriz de Condeixa-a-Nova, em 1903, ao que se seguiram inúmeras apresentações por todo o país que colheram rasgados elogios da crítica.
Preocupado com a orientação profissional dos jovens do concelho (na sua maioria desprovidos de qualquer instrução) e desejoso de despertar talentos artísticos desconhecidos, instituiu uma Escola de Desenho Industrial que em larga medida custeava.
A alcunha de "Padre-Boi", com que ficou popularizado, adveio-lhe da compleição física avantajada e de um apetite voraz; proliferam os episódios caricatos sobre a sua gula impenitente que terá mesmo motivado a sua aproximação ao rei D.Carlos, numa sua visita a Condeixa. O monarca, que para além dos interesses gastronómicos, rapidamente encontrou outras afinidades com o douto João Antunes, distinguiu-o, mais tarde, com a nomeação de Capelão da Casa Real.
Apesar de profundamente devoto, o seu modo de vida algo boémio e a prole numerosa que sempre assumiu (prova inequívoca dos sêus deslizes profanos) suscitaram conturbação na Igreja, tendo-lhe valido diversas admoestações do Bispo.
A morte sobreveio em 1931, pondo termo a uma vida de entrega à comunidade que lhe granjeou a admiração, o respeito e a saudade de quantos o conheceram e de quantos, hoje, se revêem na sua obra.»
Espero que tenham ficado a gostar tanto do Padre Bôi como êu !